quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Troca

Escutei o bramido das folhas
meus subterrâneos pediram
um bilhete menor, um não
onde tudo poderia deslizar
para a luz
(as mãos dos amantes
como que atadas ao mesmo
destino).

Mas as portas cediam
a cerimônia transitava
para o dia seguinte.

Eu estava cansado
e sei que era tua ausência.

O certo é que trocamos de lugar
fui aos teus ossos
e estavas em meus remendos.

O que levo é a luz pungida
a absorção das manhãs
esta mania, como uma fratura
de desvendar o amanhã
em troca deste cultivo.

s.j. Belmonte, 26.05.2009.

Nota: O blog estuario.com.br está fora do ar, por problemas técnicos. Voltei a postar no www.estuariope.blogspot.com

5 Comentários:

Às quinta-feira, novembro 04, 2010 , Blogger Arsenio disse...

É minha opinião: Esse poema degola os maus poemas.

Nasceu para construir a ponte que leva o lirismo à palavra escrita.

E - como diria Drummnod - está dito o necessário (ao menos para mim).

 
Às sexta-feira, novembro 05, 2010 , Blogger Canto da Boca disse...

Este comentário foi removido pelo autor.

 
Às sexta-feira, novembro 05, 2010 , Blogger Canto da Boca disse...

Um poema que devora-nos os 'ossos', impactua até o tutano, n/os subterrâneos dos nossos sentimentos, na tentativa (?) de construir manhãs e tantos outros amanhãs...

P.S.
O que houve com o Estuário que eu não consigo acessá-lo?????

 
Às sábado, novembro 06, 2010 , Blogger Samarone Lima disse...

Estuário fora do ar, porque não paguei o lance do "domínio".
voltei por enquanto ao www.estuariope.blogspot.com
sama

 
Às segunda-feira, novembro 15, 2010 , Blogger Aivlis Sego disse...

belo, belo

 

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