segunda-feira, 16 de agosto de 2010

Diário

Há quarenta dias
estou preso a uma saudade
feita de ferro e fogo
embora sem nome.

De minha janela
vejo torres, minaretes
carros sem cor
na contramão das minhas lembranças.

Duas bicicletas virgens
estão prontas para a fuga.
Mas é tarde.

Amarro meu sol
ao riso da mesma espera.

Fico mais um dia
com a saudade gravada nos ossos

Me salvo pela certeza da partilha
e alguma condição de semente.

Bar Princesa Isabel, 29.09.2008

4 Comentários:

Às segunda-feira, agosto 16, 2010 , Anonymous Anônimo disse...

que bosta! poesia eh muito facil de fazer:

HA QUARENTA NOITES
CANTEI NO SERRADO
VIREI NATALINO
CANTEI AMARRDO

DE MINHA JANELA
VEJO MUITA VELA
VEJO MUITA MOT
E MUITA ESTRELA

DUAS BICICLETAS ACORRENTADAS
CANTADAS
VIRADAS
CALADAS

AMARRO MEU BURRO
NA CABECA DE CAMARONE
O HOMEM SEM NOME
QUE TOCOU O TROMBONE

ME SALVO PELA CERTEZA
DE QUE POESIA EH UMA MERDA
POETA EH UM SER EX-KROTO
QUE MAMA NA SOCIEDADE

 
Às segunda-feira, agosto 16, 2010 , Blogger Magna Santos disse...

Sim, Sama, a semente sempre salva, mas o que salva mesmo é a mão que a planta. Somos essa mistura do ontem, do hoje, das escolhas, da troca, da colheita de noite ou de dia.
Cada um vê o que pode, pela janela que escolhe.
Continue (como se poeta precisasse que alguém dissesse para continuar...).
Beijos.
Magna

 
Às terça-feira, agosto 17, 2010 , Blogger Arsenio disse...

Sama, Magna mandou ver no comentário. Marcou um golaço.
Digo eu que o poema é um relicário do que tens de mais humano e, também uma percepção viva da linhagem poética a que pertences.

 
Às quarta-feira, agosto 18, 2010 , Anonymous Anônimo disse...

Nestas quarenta noites
Se você cantou amarrado
No mínimo,também lhe comeram o rabo
Porém,não é o Poeta o safado!

 

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