sexta-feira, 9 de novembro de 2007

Ainda flor

Eu ainda era flor
no tempo da minha morte

Ainda era flor

Ainda buscava sementes
quando outras mãos
me colheram

Não tive tempo de resplandecer
de enfeitar
a sala dos amantes

Eu ainda era flor
no tempo da minha sede
no tempo da minha sorte
no tempo da minha dor.

Cabo, novembro de dois mil e sete.

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