segunda-feira, 13 de agosto de 2007

Ilusão

Ah, esta grande ilusão
De segurar os fugitivos
Os que fogem porque não têm destino.

Escapar da tempestade dos olhos
Baixar as pálpebras maduras
Ocultar das pupilas
A sombra dos humildes que se perdem,
Como os cães dos bêbados.

Olhar os ossos dos fugitivos
Lá, onde mora o arroubo
Procurar por algo sem nome
Sem destino, sem vestígio

E saber que só a memória devolve
O que se perde.

1 Comentários:

Às terça-feira, agosto 14, 2007 , Anonymous Anônimo disse...

e como um cão bêbado, perdido, domado por tantos ébrios, vou farejando essa fuga impossível para dentro dos meus ossos, cambaleando, ralando a cara em cada queda, desfazendo em riscos de sangue o rosto dos anjos, sem linhas retas, porque os bêbados não têm direção, devorando tudo até o pó e ainda morrendo de fome na ilusão de ser. tanto pior que de quebra ainda tenha trocado amnésias pelo direito a alguns passos e a alguns saltos. azar o meu que por muita sorte enlouqueci e enquanto danço, penso que vôo.
lindo o poema. diz tanto do que queria gritar hoje. mas faz três dias que estou muda. só ventanias me saem da boca banguela, nesse silêncio de oceano onde a beleza pode ser mortal.
un petit bisou pour toi

 

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