sexta-feira, 5 de setembro de 2008

Toda descoberta é tardia

Toda descoberta é tardia
Algumas cabem na palma de seu tempo
Que também passou

Aproximar-se demais
De antigas árvores
rouba a voz, o espanto

Árvores também cansam:

Há verdes por transmutar
Florestas por reconhecer
Folhas por colher

Busco outros palmos que me caibam
Que meçam minhas mãos cheias de bolsos

Irei com cuidado
Movendo-me na colcha de retalhos
Cheia de flores nunca avistadas

Há também descobertas tardias
Que salvam o tempo de sua pressa

Cabo de Santo Agostinho, 4.08.09.

2 Comentários:

Às segunda-feira, outubro 06, 2008 , Blogger Thaís Nóbrega disse...

acho que me encontro nesse processo de esperar as descobertas tardias que salvam o tempo da sua pressa.


:)

 
Às quarta-feira, outubro 08, 2008 , Blogger Thaís Nóbrega disse...

acho que nem sempre ele pode ser considerado um poema;
só quando vem carregado de significado.

a gente sabe que existe gente aos montes por aí que deixa a palavra correr solta sem a menor preocupação com significados.

eu gosto é de significantes :)

beeeijo, sama! :)

 

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