sexta-feira, 6 de novembro de 2015

Um poema, um mundo

Para Arsênio Meira Vasconcellos Jr.

Dê-lhe um poema:
Ali nascerá um mundo.

Dê-lhe um poeta
E todas as lástimas
Serão sinais de Deus.

(O homem que lê poesia
Como quem devora ar puro).

Por um amigo
Dá as mãos, os sapatos,
Os cabelos.

Diga “preciso de um irmão”
E ele removerá o entulho
De qualquer espera.

Arsênio.
O menino que brincava de viver
Na Praça da Bandeira.

De pé, com a fidelidade aparada, polida.

Pronto para qualquer combate:
Sem armas, escudos, sem remédios. 

2 Comentários:

Às segunda-feira, novembro 23, 2015 , Anonymous Magna disse...

Lindo, Sama! E o título lembra o poeta preferido, o Drummond que tanto amava.

 
Às sábado, dezembro 31, 2016 , Blogger Ygor disse...

Arsênio era muito querido!
Como faço para adquirir seus primeiros livros de poemas A Praça Azul e Tempo de Vidro. Não consigo encontra-los. Segue meu email para um possível contato ygorgouvea@gmail.com.

 

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