terça-feira, 13 de dezembro de 2005

Terça-feira

Gustavo de Castro e Silva, poeta brasileiro

Todas às vezes que páro de fumar
começa a nevoar sobre a cidade.

Daí retorno o meu fumar para dissipar
tudo ao redor.

Hoje olhei o meu currículo e não vi nada
de importante.

Dei duas voltas no parque e sonhei sonhos
de ontontem.

Fui até o banheiro me espiar ante o espelho
mas só encontrei latrinas.

Estive em uma reunião onde nada ocorreu
nem nada foi decidido.

Depois pensei em ir ao cemitério pois lá a névoa
é mais enevoada.

“Êta goroa boa
para não fazer
nada”, pensei.

Pois a vida é assim mesmo...
Constantemente esfumaçada.

A vida tem nome sujo
no Serasa.

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