quarta-feira, 9 de novembro de 2005

A memória é uma tela de aromas farpados

A memória é uma tela de aromas farpados:

Uns amam tanto.
Outros, não amam nada.
Há quem passe pela vida
sem saber o que é o amor,
apenas, amolando facas,
desentortando pregos,
dispondo arames farpadosem torno de si.

Para manter um amor
é mais importante ser sábio
que amoroso.

O amor faz a gente
conversar com o nada
cozinhar estrelas no azeite
ver sentido onde não tem,
beber veneno e achar bom.

Amar amar amar
como quem sacia a sede
com um copo de cicuta.


Gustavo de Castro e Silva, poeta brasileiro, 37 anos.

1 Comentários:

Às segunda-feira, novembro 28, 2005 , Blogger keila disse...

Foi belo o poema que vc escreveu!
A propósito, é vc que faz comentários poéticos no blog do Samarone?
Então aproiveita e me diz: o que vc entende por amar?

 

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