segunda-feira, 19 de dezembro de 2005

Carrossel

Samarone Lima

Empresta-me este carrossel
Que hoje o dia está triste
E há pouco abrigo
Poucos braços

Quero girar com alegria
Acenando
Para alguém que já não me espera

Troco este dia
Pelo último balanço
Da roda gigante
Que temi na infinita infância
Que já não gira

Ê balanço...
Do alto posso ver a terra
Posso ver o pátio
Posso ver os olhos

Ê balanço...
Do alto posso ver a vida
Posso ver o amor
Posso ver o que ficou

Só não posso ver
o que de mim restou

1 Comentários:

Às sábado, julho 10, 2010 , Blogger Arsenio disse...

Aqui, uma inquietante imaturidade, ou uma convocação ao tédio. Bola fora, mas quem se importa diante de tantos poemas-gols?
Abraços

 

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