segunda-feira, 28 de maio de 2007

sem título

Me recupero com o pouso
de uma borboleta
em algum corpo alheio
na indulgência dos meus avós
já mortos
estou a salvo em alto mar
sem navios, botes, salva-vidas
boiando em meu cansaço
de estar longe
no fim da tarde
em alguma calçada morna
esboçando um sorriso
para a noite que chega
embora ainda seja manhã
cheia de estrelas que sobraram de ontem

1 Comentários:

Às quarta-feira, maio 30, 2007 , Anonymous Anônimo disse...

"me recupero com o pouso de uma borboleta em algum corpo alheio".
me recupero com o vôo de uma borboleta que arrasta meu corpo alheio.
un petit bisou pour toi

 

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