terça-feira, 7 de julho de 2009

A travessia

O silêncio rasteja entre as sobras
do dia.
Carrego palavras cansadas
em um balde vazio.
Sussurro algo menor que o silêncio.
Anoitece sempre.

Seguro o balde
(é tudo o que me resta)
e mais tarde haverá a sede.
Beberei como quem pensa em dizer:
a travessia,
a travessia,
sim, a travesssia...

1 Comentários:

Às terça-feira, outubro 27, 2009 , Blogger Josias de Paula Jr. disse...

Tal balde de palavras cansadas, é vazio de tagarelice e cheio de boa poesia...

 

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